Todas as quintas, durante o período do curso. 20h. Cabíria Café (413/14 Norte). Entrada Franca. Seguido de debate com os professores do curso e convidados. Pipoca, gentileza e bom humor = grátis também.
05/11: Pai e filha (Banshun). Japão. 1949. 108 min. Dir.: Yasujiro Ozu – Trabalho divisor de águas do mais importante cineasta clássico japonês, Pai e Filha conta a complexa relação entre uma filha já velha para casar, mas que precisa disso, e um pai que precisa dela para cuidar de si, mas precisa deixar a filha seguir seus passos. Filmes de raríssima delicadeza.
12/11: O Homem Que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valence). EUA. 1962. 119 min. Dir.: John Ford – Clássico crepuscular do faroeste, este filme projeta o gênero para a modernidade, fazendo uma revisão crítica das lendas e do imaginário que circundam o velho oeste. Utilizando dois dos expoentes máximos do gênero, John Wayne e James Stewart, Ford narra a história do senador que, anos após o ocorrido, resolve revelar a verdade sobre a morte do facínora Liberty Valence.
As incrições para aFASE 2 do 1º CURSO DE HISTÓRIA DO CINEMA MUNDIAL se iniciam AMANHÃ, QUINTA-FEIRA, DIA 22/10.
Você poderá realizá-la das DUAS seguintes formas:
1 - Fazendo o dowloand da ficha, que estará disponível aqui mesmo neste blog a partir de amanhã, e reenviando-a preenchida para cinemamundial@gmail.com
2 - Indo a qualquer uma das Lojas CULT VÍDEO e preenchendo a ficha de papel.
Obs. 1: NÃO estarão sendo realizadas inscrições no Museu Nacional da República.
Obs. 2: Por favor, tenha certeza de que frequentará os cursos antes de se inscrever.
Em ambos os casos, as vagas são limitadas.
No caso da inscrição online, as vagas serão preenchidas por ordem de inscrição, sendo verificado o horário de chegada do e-mail na nossa caixa.
Para quem não conseguir se inscrever a tempo e se interessar em ver o curso como ouvinte, estes serão inscritos como ouvintes.
Em novembro começará a FASE 2 do 1º CURSO DE HISTÓRIA DO CINEMA MUNDIAL no MUSEU NACIONAL DA REPÚBLICA. As inscrições ocorrerão a partir do dia 22 de outubro.
Os quatro novos módulos, com quatro novos professores, serão os seguintes:
Módulo Cinema Clássico: busca entender como se formou a tradição clássica hollywoodiana e de outros países. Que aspectos ideológicos e de linguagem formataram esta tradição? O Cinema clássico ao redor do mundo: Howard Hawks nos EUA, Yasujiro Ozu no Japão, Jean Renoir na França, entre muitos outros. Gêneros clássicos: faroeste, filme noir, melodrama, etc. Seis aulas. Nas quartas-feiras, dias 04, 11, 18 e 25 de novembro; 02 e 09 de dezembro. 08h-12h.
Professor: Ulisses de Freitas é jornalista, especializado em assuntos culturais. Escreveu críticas de cinema para o Correio Braziliense e para o site Candango, onde é editor. Participou da organização, programação e produção de mostras e festivais de cinema.
Módulo Cinema Moderno: a partir do neo-realismo italiano nos anos 40 e 50, o cinema dos anos 60 reinventa as vanguardas e radicaliza padrões estéticos e ideológicos precedentes. As “novas ondas”, chefiadas pelos franceses (Godard, Truffaut, Resnais), percorrem o mundo: Brasil (Glauber Rocha, Sganzerla), Itália (Fellini, Antonioni), Alemanha (Herzog, Wenders), entre outros. Seis aulas. Nas quintas-feiras, dias 05, 12, 19 e 26 de novembro; 03 e 10 de dezembro. 08h-12h.
Professor: Anderson Melo é professor das áreas de cinema, literatura e multimeios, atualmente desenvolve pesquisa de mestrado sobre a poética cinematográfica de Federico Fellini.
Módulo Documentário Contemporâneo: as radicais transformações que o formato documental passou através dos anos e sua atual tendência a questionar o formato “clássico” e descobrir formas inusitadas de reavaliar o conceito de “documentar”. Quatro aulas. Dias 05, 12, 19 e 26 de novembro. 14h-18h.
Professor: Getsemane Silva é diretor, produtor e pesquisador de cinema. Realizou 8 documentários média-metragem nos modos observacionais e expositivos. É especialista em Documentário pela Universitat Autónoma de Barcelona. Foi produtor executivo de mais de 20 documentários para a TV Câmara, e é gerente de conteúdo e programação da mesma.
Módulo Cinema de Brasília: o percurso da linguagem cinematográfica na cidade, desde os primórdios até a bem-sucedida configuração como “pólo de cinema” e a criativa produção atual. Quatro aulas. Nas quartas-feiras, dias 04, 11, 18 e 25 de novembro. 14h-18h.
Professor: Fábio Crispim é mestre em Teoria Literária pela UnB, professor da UEG (Universidade Estadual de Goiás) e do IESB. Tradutor de filmes, vem trabalhando, desde 2002, na área de traduções e legendagem eletrônica em diversos eventos como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o Festival Internacional do Rio, o Festival Internacional de Brasília, entre outros.
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Em breve, mais informações sobre as inscrições.
Para os que concluíram os cursos da FASE 1, a produção do evento avisa que os CERTIFICADOS serão emitidos no final do ano, junto com os CERTIFICADOS DA FASE 2.
Informamos que a última aula do curso de CINEMA CONTEMPORÂNEO, com o professor Pablo Gonçalo, foi adiada para a próxima QUINTA-FEIRA, dia 06/08, às 14h. Ou seja, mesmo dia e horário da aula regular. Contamos com a presença de todos para finalizar a primeira fase do curso.
Convidamos a todos que compareçam ao Cabíria (413 N), às 20h desta quarta (28/07), para assistir a "The Passing" (1991), de Bill Viola:
Considerado o mais importante filme experimental das últimas décadas, The passing realiza uma imersão espiritual nos temas do nascimento, da vida e da morte. Fugindo da narrativa e penetrando no universo da sensação e do simbólico, Bill Viola criou uma experiência inquietante para o espectador comum de cinema.
Além da professora-residente do nosso cineclube, a artista plástica e professora Polyanna Morgana, contaremos, no debate, com a presença da também artista plástica e professora da UnB Nivalda Assunção.
O clima na pequena sala do Cabíria (20 lugares), além de charmoso, é formatado como sessões à moda antiga: comemos, bebemos e batemos papo durante a projeção. Ah, e a pipoca é de graça! Logo após o cineclube, festa de encerramento da primeira fase do HCM!
Convidamos a todos que compareçam ao Cabíria (413 N), às 20h desta quarta (22/07), para assistir a "Eu, um negro" (1958), de Jean Rouch, um dos documentários mais importantes da história, que dá voz a dois nigerianos que buscam a vida numa África de recém-implementada modernização.
Além do professor-residente do nosso cineclube, o documentarista José Geraldo, contaremos, no debate, com a presença do também documentarista Adirley Queirós, premiado no Festival de Brasília e realizador do filme "Nós Vivendo", aguardado curta de 2009 que adapta Camus para um contexto da Ceilândia.
O clima na pequena sala do Cabíria (20 lugares), além de charmoso, é formatado como sessões à moda antiga: comemos, bebemos e batemos papo durante a projeção. Ah, e a pipoca é de graça! Se houver demanda, faremos outra sessão às 23h. Compareçam e divulguem!
Devido a um evento ligado à Presidência da República que ocorrerá no Museu Nacional nesta próxima quarta-feira (22/07), NÃO HAVERÁ AULA DO CURSO HISTÓRIA DO CINEMA MUNDIAL neste dia. As aulas, relativas aos módulos "Documentário Clássico" e "Cinema Silencioso", foram remanejadas para as seguintes datas:
Documentário Clássico: Quarta-feira, 29/07, das 8h às 12h. Cinema Silencioso: Terça-feira, 28/07, das 14h às 18h.
Caso tenham dúvidas, escrevam para cinemamundial@gmail.com
Pessoal, vou postar alguns pequenos textos (de minha autoria) que resumem de alguma forma tópicos essenciais da história do cinema mudo; coisas que vimos nas aulas. O primeiro deles será este, que recapitula os aparelhos do séc. XIX e chega até o cinema de atrações.
O cinema foi inventado em várias localidades diferentes, e mais ou menos ao mesmo tempo. O século XIX viu surgirem, após o advento da fotografia na década de 1820, inúmeros aparelhos ópticos que tinham como função buscar efeitos de ilusão relacionados à imagem em movimento. Era assim, por exemplo, o quinetoscópio, inventado pela equipe de Thomas Edison. O aparelho exibia uma tira giratória com imagens simples, como dançarinas em movimento, que podiam ser vistas através de um pequeno visor.
A busca pela imagem em movimento que poderia ser projetada em uma tela prosseguiu naqueles anos pioneiros, em que a imagem fotográfica passava a se tornar um importante veículo de comunicação, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. A exibição pública e paga que os irmãos Lumière fizeram no Grand Café, em Paris, em 28 de dezembro de 1895, em geral é considerada a data inaugural do cinema. Dois meses antes, porém, os alemães Max e Emil Skladanowsky já haviam feito projeções em Berlin. Edison também faria exibições nos Estados Unidos pouco depois.
O cinematógrafo, aparelho inventado pelos comerciantes de produtos fotográficos Louis e Auguste Lumière, porém, apresentava várias vantagens em relação às invenções semelhantes: era ao mesmo tempo câmera, projetor e copiador, além de ser mais leve e funcional e utilizar a velocidade de projeção de 16 quadros por segundo – padrão muito mais próximo do cinema atual.
A mecânica que possibilita o cinema analógico é simples: as imagens são captadas através de um processo fotoquímico e inscritas em uma fita de celulóide, suporte fotográfico flexível que permite ao filme deslizar sobre o projetor. Cada uma destas pequenas fotografias é um fotograma, e são necessários milhares de fotogramas projetados sequencialmente em uma velocidade determinada para que se possa exibir uma cena cinematográfica curta e criar a ilusão do cinema. Atualmente, os filmes são exibidos na velocidade de 24 fotogramas por segundo.
Os primeiros filmes, que datam de um período que se localiza mais ou menos entre as primeiras imagens (1894) até os preparativos para a constituição da narrativa cinematográfica padrão (1907) percorreram o caminho errante das experimentações e das artes populares que os precederam. Os filmes eram exibidos em teatros de variedades, para públicos de classe média interessados em todos os tipos de novidades e artes: lado a lado com os curtíssimos primeiros filmes, shows de dança, pequenas encenações, declamações de poesia e performances de todos os tipos eram realizadas nestes ambientes. Depois, o cinema passou também a ser exibido em feiras e circos, aumentando sua popularidade entre as classes operárias. Os filmes, conhecidos hoje como “cinema de atrações”, tinham mais a intenção de fascinar, maravilhar e entreter do que propriamente de narrar histórias. Números de mágica auxiliados por cortes cinematográficos, assim como historietas fantásticas, números cômicos, imagens de lugares exóticos e encenações de fatos importantes para a época eram muito populares.
Ciro I. Marcondes
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Para aqueles que ainda não viram, aí está "Viagem à Lua", de Georges Meliès, que não mostrei em sala, mas é de fácil acesso:
Curso gratuito de História do Cinema Mundial em 8 módulos autônomos, no Museu Nacional da República. Inscrições até 20/06/09.
-- Equipe de produção --
Proposição do curso e produção:
Ciro Inácio Marcondes (ciroimarcondes@hotmail.com)
e
Pablo Gonçalo (pablogoncalo@gmail.com) .
Produção e divulgação:
Ana Arruda
(ana@brazucah.com.br) e
Aluízio Augusto (aluizio.carvalho@gmail.com).
Concepção visual, diagramação e design:
André Scofano
(a.scofano@gmail.com) .